Dentre os inúmeros exemplos da distinção entre fé e confiança, podemos situar o de Pedro andando por sobre as águas. Quando ele desceu do barco e começou a andar sobre o mar, por ordem do Senhor Jesus, de fato, deu uma demonstração viva de fé; tanto é que realmente conseguiu dar alguns passos. Entretanto, ao reparar a força do vento, teve medo e, começando a submergir, gritou por socorro. O seu medo conseguiu anular a sua fé. Ele teve fé para sair do barco e andar sobre as águas, contudo, essa fé não foi suficiente para mantê-lo firme, porque lhe faltava algo mais, ou seja, a confiança. A sua fé lhe deu condições de tomar uma atitude, mas não de mantê-la até o fim.A confiança, ao contrário da fé, não se manifesta com maravilhas; ela é sutil e discreta, mas, sustentada pela fé, jamais oscila. Quando existe, então, permanece independentemente de qualquer circunstâncias, como foi o caso de Jó. O seu sofrimento, embora tivesse sido o mais cruel de todos os sofridos pelos homens, com exceção do Senhor Jesus, não abalou a sua confiança. A confiança mantém a esperança viva, pois é uma constante.
Aí está a razão por que o apóstolo Paulo afirmou: "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (I Co 13.13).
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Fonte:O Discípulo do Espírito Santo (BP Edir Macedo)
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